Programa Ori
Tecnologia, Memória e Soberania Digital
Programa Ori
O Programa Ori parte do conceito de Ori — cabeça, consciência e autonomia — para construir territórios digitais como espaços de criação, memória e pertencimento. A iniciativa articula tecnologia, cultura negra e participação social para fortalecer a presença e a voz de comunidades quilombolas urbanas na Amazônia.
Princípios que orientam o Programa
- Ancestralidade: valorização dos saberes e memórias que atravessam gerações, como base para a produção de conhecimento e identidade digital.
- Combate ao racismo: enfrentamento das desigualdades estruturais por meio da inclusão digital e da garantia de direitos no ambiente online.
- Apropriação tecnológica: formação para que moradores e moradoras utilizem ferramentas digitais de forma crítica, criativa e autônoma.
- Software livre: adoção de tecnologias abertas, que respeitam a liberdade de uso, estudo, modificação e compartilhamento.
- Segurança de dados: proteção de informações pessoais e comunitárias, com atenção à privacidade e à soberania digital.
- Participação social: incentivo à colaboração coletiva na gestão dos espaços digitais e na construção de políticas públicas.
No Programa Ori, o território digital é tratado como extensão do território físico. Assim, a memória da Casa Preta Amazônia ganha suporte para circular, resistir e se renovar, sempre com respeito às histórias e às vozes que a compõem.
Projetos deste programa

Baobateca / Voo Livre dos Baobás
Biblioteca comunitária com 1.800 títulos e cadastro virtual, democratizando o acesso ao conhecimento.

Movimento Plantaformas
Ancestralidade, combate ao racismo, software livre, colonialismo de dados e emergências climáticas.

Projeto Ujima
Formação de educadores comunitários em parceria com o Fundo Baobá.
