Projeto Ujima

O Projeto Ujima é uma iniciativa da Casa Preta Amazônia, construída em parceria com o Fundo Baobá para a equidade racial, que reafirma o compromisso com a educação como ferramenta de transformação social e preservação da memória negra na Amazônia.
O que é o Projeto Ujima
Ujima é um princípio do Kwanzaa que significa “trabalho coletivo e responsabilidade comum”. Inspirada nesse valor, a Casa Preta Amazônia promove a formação de educadores comunitários que atuam em quilombos urbanos e territórios periféricos de Manaus, fortalecendo práticas pedagógicas antirracistas e enraizadas nas realidades locais.
Objetivos da formação
- Fortalecer a identidade e o pertencimento de educadores e educadoras que atuam em espaços não formais de ensino, como associações de moradores, grupos de jovens e coletivos culturais.
- Ampliar o repertório metodológico para o trabalho com história e cultura afro-brasileira e amazônida, a partir de referências negras e quilombolas.
- Produzir materiais didáticos próprios, construídos coletivamente, que dialoguem com as vivências dos territórios e valorizem tecnologias livres e acessíveis.
- Fomentar redes de troca entre educadores comunitários, criando espaços de escuta, apoio mútuo e planejamento conjunto de ações educativas.
Como funciona
A formação é organizada em encontros presenciais e atividades práticas nos territórios, com acompanhamento pedagógico contínuo. Os participantes são incentivados a desenvolver projetos de intervenção educativa em suas comunidades, com o apoio da equipe da Casa Preta Amazônia e dos recursos disponibilizados pelo Fundo Baobá.
Todo o processo é conduzido com respeito aos saberes locais, sem imposição de modelos prontos. A proposta é que cada educador e educadora se reconheça como produtor de conhecimento, e não apenas como receptor de conteúdos.
Impacto esperado
Com o Projeto Ujima, a Casa Preta Amazônia busca contribuir para a construção de uma educação mais justa e plural na Amazônia, que reconheça a história e as contribuições da população negra e quilombola. A iniciativa também fortalece a ideia de que a transformação social começa pelo cuidado com quem educa e com os territórios onde a vida acontece.
A parceria com o Fundo Baobá é fundamental para que esse trabalho coletivo seja possível, garantindo recursos e apoio técnico para a realização das atividades e a continuidade das ações ao longo do tempo.
Formação de educadores comunitários em parceria com o Fundo Baobá.
