O que é a Planta?

Movimento Plantaformas

 

Plantaformas

O Movimento Plataformas é uma iniciativa que se baseia em quatro princípios essenciais: ancestralidade, combate ao racismo, apropriação tecnológica e participação social.

Ancestralidade

A partir da ancestralidade, busca-se reconhecer a importância dos conhecimentos e sabedorias tradicionais, baseados nas práticas e experiências das comunidades ancestrais. Valoriza-se a conexão com a terra, os modos de vida sustentáveis e a preservação dos ecossistemas, buscando resgatar e promover a sabedoria ancestral como base para soluções sustentáveis.

Combate ao Racismo

O combate ao racismo é um pilar fundamental do Movimento Plataformas, visando enfrentar as desigualdades históricas e estruturais que afetam a população negra no Brasil. Destaca-se a luta contra o racismo estrutural e a promoção da equidade racial como princípios orientadores das ações e discussões do movimento.

Apropriação Tecnológica

O uso de tecnologias livres é valorizado pelo Movimento Plataformas, com uma perspectiva de empoderamento das pessoas. Incentiva-se o uso de Software Livre e a apropriação da tecnologia como uma forma de permitir que as pessoas criem suas próprias soluções, sem depender apenas de grandes empresas que exploram os dados dos cidadãos e os transformam em mercadorias.

Ao promover o uso consciente da tecnologia e o empoderamento por meio do Software Livre, o Movimento Plataformas visa reduzir a dependência de soluções tecnológicas centralizadas e proprietárias. Busca-se fortalecer a capacidade das pessoas de desenvolverem e controlarem suas próprias ferramentas, respeitando a privacidade e a soberania digital.

Participação Social

Por fim, a participação social é um princípio central do Movimento Plataformas. Incentiva-se a participação ativa das comunidades nas discussões, decisões e implementação de ações relacionadas às questões ambientais e sociais. Valoriza-se o diálogo, a colaboração e a criação de redes de cooperação entre os territórios e organizações para fortalecer a capacidade de mobilização e promover transformações positivas nos territórios.

No contexto das emergências climáticas, o Movimento Plataformas compreende que a preservação e valorização da ancestralidade são fundamentais para promover a sustentabilidade ambiental. Reconhece-se que as tradições e saberes ancestrais muitas vezes trazem consigo práticas e conhecimentos em harmonia com a natureza, que podem ser resgatados e aplicados na busca por soluções sustentáveis.

Ao combater o racismo, o movimento busca garantir que as comunidades mais afetadas pelo aquecimento global, como as comunidades tradicionais e indígenas, tenham sua voz e perspectivas consideradas nas discussões e tomadas de decisão sobre políticas climáticas. O combate ao racismo ambiental é essencial para garantir a justiça ambiental e a equidade no enfrentamento das mudanças climáticas.

Promover a apropriação tecnológica sustentável pode desempenhar um papel crucial na busca por soluções e respostas eficazes para os desafios climáticos. No entanto, é necessário garantir que seu uso seja realizado de forma responsável e em harmonia com o meio ambiente.

Nesse sentido, o movimento fomenta o debate nos territórios, incentivando as comunidades a refletirem sobre o uso da tecnologia e suas consequências ambientais. É importante discutir as práticas de produção, consumo e descarte de dispositivos tecnológicos, bem como promover a conscientização sobre os impactos ambientais associados a esses processos.

Além disso, o Movimento Plataformas aborda a questão do colonialismo de dados, uma nova forma de acumulação de capital que transforma os dados pessoais dos cidadãos em uma valiosa mercadoria. Esse processo afeta a soberania digital das pessoas, uma vez que seus dados são coletados, armazenados e explorados por grandes empresas sem seu pleno consentimento e controle.

Ao destacar o colonialismo de dados, o movimento busca evidenciar a importância de uma abordagem ética e transparente no uso e compartilhamento de dados. Defende-se a necessidade de empoderar os indivíduos e as comunidades para que tenham controle sobre suas informações pessoais, promovendo a privacidade e a proteção de dados como elementos essenciais da soberania digital.

A participação social desempenha um papel crucial no enfrentamento das emergências climáticas e no desenvolvimento dos territórios. O Movimento Plataformas reconhece a importância de envolver ativamente os territórios nas discussões sobre políticas climáticas e na implementação de ações concretas. Isso inclui a criação de espaços de diálogo, o fortalecimento da capacidade de mobilização e o estabelecimento de redes de colaboração entre territórios e organizações comprometidas com a luta contra as mudanças climáticas.

Ao promover a participação social, o Movimento Plataformas busca impulsionar o desenvolvimento territorial. Através do engajamento ativo das comunidades, é possível identificar e abordar as necessidades e desafios específicos de cada região, levando em consideração suas características socioeconômicas, culturais e ambientais.

Ao envolver os territórios nas discussões sobre políticas climáticas, o movimento permite que diferentes perspectivas sejam consideradas, garantindo que as soluções propostas sejam relevantes e contextualizadas. Além disso, fortalece-se a capacidade de mobilização das comunidades, capacitando-as a agir de forma coletiva na implementação de ações que promovam a sustentabilidade ambiental e o bem-estar social.

A criação de redes de colaboração entre comunidades e organizações engajadas na luta contra as mudanças climáticas possibilita a troca de conhecimentos, experiências e recursos. Essa cooperação permite o compartilhamento de boas práticas e o desenvolvimento conjunto de soluções inovadoras, fortalecendo assim o processo de desenvolvimento territorial.

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Crie uma Consulta

Uma consulta é um processo participativo no qual uma pergunta clara e transparente é apresentada a todos os membros de uma organização ou até mesmo à sociedade em geral. Esse processo convoca e estimula a participação, organizando o debate em favor ou contra uma proposta específica. Após a votação, os resultados são publicados para conhecimento de todos. O Movimento Plataformas baseia-se no uso do Decidim, um software de participação social desenvolvido para estimular a participação direta dos membros, fornecendo ferramentas colaborativas e transparentes para a tomada de decisões coletivas.

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Crie um Grupo de Trabalho

Os Grupos de Trabalhos são assembleias constituídas por membros de uma organização que se reúne regularmente para tomar decisões relacionadas a uma área ou âmbito específico da organização. As assembleias realizam reuniões que podem ser tanto privadas quanto abertas. Nas assembleias abertas, é possível que outros membros participem (dependendo da capacidade disponível), adicionem pontos à agenda ou comentem as propostas e decisões tomadas pelo grupo.

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Organize uma Campanha

Uma campanha é, na verdade, um tipo de processo participativo que envolve uma sequência de atividades participativas, com o objetivo de promover uma causa, ideia ou objetivo específico. Essas atividades podem incluir o preenchimento de questionários, a elaboração de propostas, discussões em reuniões presenciais ou virtuais e, por fim, a priorização das ações a serem tomadas.

Exemplos de campanhas como processos participativos incluem a eleição de membros para um comitê, onde as candidaturas são apresentadas, discutidas e, por fim, uma candidatura é escolhida. Outro exemplo são os orçamentos participativos, nos quais propostas são apresentadas, avaliadas economicamente e votadas de acordo com os recursos disponíveis. Além disso, processos participativos podem ser aplicados em atividades como o planejamento estratégico, a elaboração colaborativa de regulamentos ou normas, a concepção de espaços urbanos ou a produção de planos de políticas públicas.

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Organize um Encontro

Encontros é um conjunto de reuniões organizadas que envolvem a participação de palestrantes convidados, que abordam diferentes áreas de informação relacionadas a congressos ou eventos sociais de grande porte. Além das reuniões em si, os encontros também podem incluir atividades como o registro dos participantes e a lista de organizações que apoiam ou patrocinam o evento.

Os encontros podem ter relevância tanto para uma organização quanto para seus membros, podendo ser realizadas como eventos independentes ou como parte de um processo participativo mais amplo, seguindo uma consulta, por exemplo. Encontros que seguem um formato de múltiplas reuniões e abordam tópicos específicos também podem ser considerados conferências.

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